Pra quem acha que o Aikidô dos Shihans é Aikidô mágico, como eu de vez em quando desconfio, fica a minha lição:
Domingo passado estava no dojô como ukê dos faixas marrons que estão com o exame de shodan marcado.
O Sensei desceu e começou a treinar. Chamou o G., depois chamou o K. e assim foi.
Depois de uma 1/2 hora, pediu para eu ajudá-lo.
O exercício era bem simples.
Disse ele:
- Segure meus pulsos o mais firme que puder e não me deixe movimentar os braços.
Segurei com cada uma das mão os seus pulsos e firmei uma base bem baixa e estável, foi um zenkutsudachi de dar orgulho no Funakoshi (que os Kamis o tenham...).
Sem grandes volteios e movimentos inúteis, fui levantado do chão com uma projeção de braços para cima, como se o Sensei estivesse segurando um barril entre seus braços e usando o seu hara para levantar tudo ao mesmo tempo (o "barril imaginário" e o Luciano bem real, juntos).
Com os dois pés fora do chão, não tive alternativa senão virar um pouco de lado de forma a fazer um ushiro kaiten ukemi henka waza. Caía e levantava, corria de volta até o Sensei e segurava os pulsos dele novamente. Foram umas 8 ou 9 quedas seguidas.
Nesta hora o intelecto falou alto:
- Catzo! Como ele está fazendo isto sem se mover?! Só com os braços apontando levemente para cima e com o hara? Eu peso quase 90kg e ele nem sequer esboça que está fazendo força! Vou segurar mais forte ainda!
Deu no que deu.
Minhas pernas e quadril realmente ficaram plantados no chão, mas meu tronco (da cintura para cima) foi arremessado para alto.
Resultado:
Meu fêmur esquerdo desconectou-se do meu quadril momentaneamente luxando alguns ligamentos e me tirando de circulação por algumas semanas...
Hoje, cinco dias depois do ocorrido, estou conseguindo dar os meus primeiros passos de novo sem a ajuda das paredes.
Reflexão:
Quando vemos o povo se jogando prá lá e prá cá ao treinar com a "velha guarda", não pensem que é para fantasiar ou deixar a coreografia bonita, é porque o "bicho pega" se você não sair do caminho!
Terei mais algumas semanas para refletir sobre isto e aprender alguma coisa!
Grande abraço!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Milicos, Aramar e Serra do Cachimbo ou, como desenvolver uma bomba atômica sem levantar susupeitas
Irã, Paquistão e Coréia do Norte.
Aprendam!
Aprendam!
- Arrumem uma revoluçãozinha militar (ou religiosa, no caso dos Islâmicos) ou dêem bastante dinheiro para algum general, almirante ou brigadeiro bem ufanista.
- Escolham uma das armas que não levante muita suspeita. Exército, nem pensar. Aeronáutica: muito na cara. Marinha....boa pedida.
- Comprem tecnologia de reatores civis para gerar energia elétrica. Seu objetivo é o plutônio, subproduto da fissão do urânio. Instale numa praia bem bonita pra entreter os inspetores da ONU, quando vierem fazer o relatório para os yankees. Não se preocupem ainda com o enriquecimento.
- Achem alguma mina de urânio em seu território. Tudo na moita. Cuidado com os satélites e aviões espiões! Se der problema, digam que estavam procurando titânio e o urânio foi achado "por acaso".
- Agora comecem a desenvolver um programa nuclear baseado em geradores de vapor (vulgo reatores nucleares) para submarinos.
- Não se preocupem em ter o submarino, o que importa é dizer para a opinião pública que o dinheiro está indo para algum lugar (projeto Delta nós já usamos, usem outro). PS.: Submarino é ótimo. Se a opinião pública pegar no pé, mande construir uma torreta e coloque no meio de um píer. Ninguem vai mergulhar lá pra ver se o sub existe mesmo, pois o píer será território de segurança nacional...
- Agora vem a parte criativa da coisa. Vocês não podem comprar uma ultra-centrífuga, certo?! Errado. Os seus cientistas e estudantes de pós-mestrado e pós-doutorado espalhados pelo mundo fazendo intercâmbio nos países como a França, Inglaterra, USA, Alemanha, Japão e Israel podem comprar todos os pedaços e mandar estas partes disfarçadas de volta para vocês.
- Montem todos estes pedaços num laboratório de sua melhor universidade e façam propaganda dizendo que seu pessoal conseguiu desenvolver o equipamento localmente. Obviamente para enriquecer o urânio para uso civil...
- Dêem dinheiro para este pessoal aperfeiçoar ou comprar de alguém o processo de concentração do "yellow-cake".
- Comprem também um supercomputador. Dêem a desculpa que é para fazer a previsão do tempo ou para processar as informações do imposto de renda dos cidadãos. Instalem perto de uma universidade militar, tipo o ITA, para que possam evacuar o campus nos dias de simulação de explosão, sem perguntas dos alunos ou movimento estudantil enchendo o saco.
- Os estadunidenses não venderão a máquina pra vocês, mas os japas sim. Compre da NEC, é uma boa máquina! A nossa nunca deu problema (também não roda Windows, né?!).
- Neste meio tempo, construam um laboratório para a Marinha ir juntando os pedaços. Combustível físsil, dispositivos de disparo (trigger), dispositivos de controle, supercomputador etc.
- Lance um programa espacial singelo, bem "low-profile", com a desculpa de colocar um satélite nacional em órbita.
- Um vetor capaz de colocar um satélite em órbita também tem capacidade intercontinental!
- Se tiverem dificuldades com o combustível sólido, comprem a tecnologia da China. Os caras fazem pólvora há uns 900 anos, mais ou menos, e aprenderam! E o melhor, são mais seguros que os foguetes de combustível liquido. O nosso só explodiu quando decidiram finalizar o programa VLS disfarçado. Pena que um paguá morreu no hangar (também, quem mandou ficar trabalhando depois do horário, ainda mais em repartição pública...coisa de nerd...).
- Com tudo mais ou menos preparado, é hora de fazer testes. Americanos gostam de espetáculos pirotécnicos: explodem desertos. Russos adoram gelo (por conta da vodka) e explodem a Sibéria. Franceses, chiques que são, preferm as águas azuis da polinésia. Todos eles com grande pompa e imprensa à vontade. Para não chamar muito à atenção, cavem um buraco de 2km de profundiade, "tipo assim" na Serra do Cachimbo, e façam suas explosões por lá. Se algum sismógrafo do planeta pegar o chacoalhão, digam que foi abalo sísmico.
- Pronto. Está tudo preparado e testado. Juntem os pedaços e montem os silos em locais estratégicos, tipo Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Amazônia, Rio Grande do Sul, Pará, Acre etc. tudo bem escondido e no meio do mato, de preferência.
Com a bomba pronta, desviem a atenção do mundo para suas praias, mulheres e futebol.
Pensando bem...melhor vocês ficarem só com as praias ou futebol...
Abraços.
Referências:
http://www.inovacao.unicamp.br/etanol/report/news-pp-climaticaINPE070423.php
http://www.nec.com.br/site/content/news/press_detalhe.asp?id=444
http://www.inpe.br/twiki/pub/Main/IntroducaoTecnologiaSatelites/140_Satelites_P1.4_v4_2009.pdf
http://www.defesabr.com/Tecno/tecno_PCS.htm
http://www.nuctec.com.br/educacional/submarino.html
http://portalmultirio.rio.rj.gov.br/sec21/chave_artigo.asp?cod_artigo=3551
terça-feira, 27 de julho de 2010
Alguém ficou com o meu macaco!
Quando assistia os filmes do Stallone, ficava imaginando se as personagens que ele interpretava não diziam absolutamente nada durante a película, por conta da sua absoluta inépcia ou se havia algum motivo mais profundo por trás.
Esta semana minhas dúvidas se dirimiram.
O cara, além de um completo imbecil, ainda vem à público expressar sua visão preconceituosa e distorcida que o "average people from USA" têm sobre nosso país.
Tá aí! Gostaria de ver, ele de mãos dadas, com o Bono Vox indo pro inferno!
(Melhor dizendo, indo pra qualquer outro lugar bem desagradável, pois no Inferno, corro o risco de encontrar com os dois....)
Grande abraço e não se esqueçam da NÃO ASSISITR o novo filme dele!
Esta semana minhas dúvidas se dirimiram.
O cara, além de um completo imbecil, ainda vem à público expressar sua visão preconceituosa e distorcida que o "average people from USA" têm sobre nosso país.
Tá aí! Gostaria de ver, ele de mãos dadas, com o Bono Vox indo pro inferno!
(Melhor dizendo, indo pra qualquer outro lugar bem desagradável, pois no Inferno, corro o risco de encontrar com os dois....)
Grande abraço e não se esqueçam da NÃO ASSISITR o novo filme dele!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Beba com moderação
E eu pensei que já tinha ouvido de tudo...
Agora ficou mais claro para mim, o porquê Jesus Cristo era chegado num vinho.
Pudera, né?!
O Pai do cara encheu o universo de nuvens galácticas repletas de álcool etílico (isso mesmo, aquele do vinho e da cerveja) Não é pra menos...
Se você duvida dos "ébrios propósitos" do Criador do Universo, veja a análise espectral das raias do C2H5OH (vulgo birita) em http://www.jach.hawaii.edu/JCMT/publications/newsletter/n5/sci2.html
Have fun!
Agora ficou mais claro para mim, o porquê Jesus Cristo era chegado num vinho.
Pudera, né?!
O Pai do cara encheu o universo de nuvens galácticas repletas de álcool etílico (isso mesmo, aquele do vinho e da cerveja) Não é pra menos...
Se você duvida dos "ébrios propósitos" do Criador do Universo, veja a análise espectral das raias do C2H5OH (vulgo birita) em http://www.jach.hawaii.edu/JCMT/publications/newsletter/n5/sci2.html
Have fun!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
1/2 ambiente, baleias e amigos
Hoje recebi mais uma sobre o 1/2-ambiente.
Como acordei indignado pela vitória magra, sofrida e ridícula de somente 1 x 0 da Espanha sobre os pão-duros-inveterados da Europa (que são econômicos até para chorar a perda do título), já mandei a "pérola" abaixo para o meu amigo (de longa data e um dos filósofos mantenedores da BOSCH):
Grande Wilson!
Sempre que recebo e-mail ou leio algum artigo na média impressa sobre o 1/2-ambiente, me lembro de uma parede pixada atrás do estacionamento da Wapsa.
Lembra-se daquele portão do estacionamento que dava para a rua de trás da empresa?
A gente saía por ele e virava à esquerda para a marginal ou para a direita para ir pelo bairro, paralelo com a João Dias.
Virando á direita, no primeiro muro após a Wapsa tinha uma pixação "coloridinha e bonitinha" do Greenpeace com o clássico "Salvem as Baleias".
Logo abaixo estava "nervosamente escrito" de grafite preto, o seguinte:
"- Você conhece alguma baleia?
- Alguma baleia já te emprestou dinheiro?
- Algum parente seu é baleia?
......então, FODAM-SE as Baleias!"
O único movimento ambientalista que paro o que estou fazendo pra ver o que se passa é quando o pessoal do Sea Shepherd, que não têm meias-plavras e abordagens diplomáticas, entra na parada.
O negócio dos caras é mandar bomba de efeito moral (e fedorentas), enroscar corda nos hélices dos navios baleeiros japas e provocar baixas materiais de verdade na galera.
Não pelas baleias (elas que se f.) mas pelo espetáculo pirotécnico associado!
Para saber mais, veja em http://seashepherd.org.br/
Como acordei indignado pela vitória magra, sofrida e ridícula de somente 1 x 0 da Espanha sobre os pão-duros-inveterados da Europa (que são econômicos até para chorar a perda do título), já mandei a "pérola" abaixo para o meu amigo (de longa data e um dos filósofos mantenedores da BOSCH):
Grande Wilson!
Sempre que recebo e-mail ou leio algum artigo na média impressa sobre o 1/2-ambiente, me lembro de uma parede pixada atrás do estacionamento da Wapsa.
Lembra-se daquele portão do estacionamento que dava para a rua de trás da empresa?
A gente saía por ele e virava à esquerda para a marginal ou para a direita para ir pelo bairro, paralelo com a João Dias.
Virando á direita, no primeiro muro após a Wapsa tinha uma pixação "coloridinha e bonitinha" do Greenpeace com o clássico "Salvem as Baleias".
Logo abaixo estava "nervosamente escrito" de grafite preto, o seguinte:
"- Você conhece alguma baleia?
- Alguma baleia já te emprestou dinheiro?
- Algum parente seu é baleia?
......então, FODAM-SE as Baleias!"
O único movimento ambientalista que paro o que estou fazendo pra ver o que se passa é quando o pessoal do Sea Shepherd, que não têm meias-plavras e abordagens diplomáticas, entra na parada.
O negócio dos caras é mandar bomba de efeito moral (e fedorentas), enroscar corda nos hélices dos navios baleeiros japas e provocar baixas materiais de verdade na galera.
Não pelas baleias (elas que se f.) mas pelo espetáculo pirotécnico associado!
Para saber mais, veja em http://seashepherd.org.br/
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Mais sobre Aikidô
Meus caros,
Quando estamos no tatame alternamos sempre a função de Naguê e de Ukê (o que executa as técnicas e o que é "executado" nas técnicas), objetivando treinar nosso corpo-mente-alma para a atuação em uma situação de enfrentamento, seja no sentido figurado, seja numa situação de perigo real.
Como Naguê, precisamos saber como conduzir a energia do nosso oponente (Ukê), sentir como o Ki flui durante esta interação e determinar, seja por nossa vontade ou pelas circunstâncias que se apresentem, a melhor forma de nos harmonizar com este oponente de maneira que esta agressão cesse na sua fonte.
Uma vez alcançado este ponto de equilíbrio, o Ukê deixa de ser uma ameaça real e imediata para se tornar parte do Universo e, em comunhão com o todo (inclusive com o Naguê), simplesmente desaparecer.
Esta é a atitude Naguê.
O Ukê por sua vez, deve assumir uma postura verdadeira, honesta e franca. O objetivo primeiro do Ukê, para que o Naguê possa particar seu Aikidô-verdadeiro, é o de procurar o tempo todo, provocar injúrias e neutralizar o Naguê, desferindo golpes fortes, seguros e contundentes (respeitando, é lógico, as limitações do nossso companheiro de treinos).
Apesar desta atitude feroz e devastadora que deve haver no momento do golpe desferido pelo Ukê, temos que ter em mente que o Naguê está praticando também. Não estamos em uma arena de vaidades e egos lutando para mostrar quem é melhor, mais forte, mais inteligente, mais isso ou mais aquilo.
Apesar de todas estas facetas da nossa personalidade (Egos) aparecerem nestes momentos, devemos aprender a reconhecê-las e entendê-las para manter o controle da situação. Nestes momentos estamos crescendo como indivíduos e como Aikidoístas. Podemos até não ter uma técnica apurada ou o físico de um jovem de 20 anos, mas crescemos e aprendemos. E muito!
Esta é a postura requerida para um bom Ukê.
Portanto, na prática do Aikidô, temos que alternar não somente a posição Ukê-Naguê, mas também a intenção.
Ora somos a força positiva-ativa, ora somos a força negativa-passiva para que floresça a terceira força, ou melhor, a resultante do embate +/-, a força Neutralizante, ou Pacificadora.
Lembremo-nos que o Universo possui as 3 forças primordiais: Positiva, Negativa e Neutralizante. Essa idéia do Universo primordial com 3 tipos de energia fundamentais pode ser observada nas entrelinhas de todos os verdadeiros caminhos (A Trimurti do Hinduísmo, A Trindade do Cristianismo, as Três-Leis do Gnosticismo, O Tao do Taoísmo, e por aí a fora), seja nas obras e escritos do O´Sensei, seja nas palavras deixadas pelo Sr Gurdjieff. Do Oriente ao Ocidente, as grandes mentes sempre trabalharam e trabalham ainda com este conceito.
No Aikidô não é diferente.
Tenha em mente:
"Quando Naguê, seja o maior pacifista do Universo.
Quando Ukê, seja o maior demônio sobre a face da Terra!"
Isto é a essência de ser tranquilo, pacífico, justo e, acima de tudo, honesto.
O Aikidô é um dos caminhos do auto-conhecimento e, por consequência, de Deus (chame-O da forma que quiser).
Bom treino, seja no tatame, seja no seu dia-a-dia!
PS.: Minhas aulas, às quintas-feiras 20h30 no Instituto Takemussu de Aikidô, são para ensinar o demônio interior se fazer presente quando necessário...
Quando estamos no tatame alternamos sempre a função de Naguê e de Ukê (o que executa as técnicas e o que é "executado" nas técnicas), objetivando treinar nosso corpo-mente-alma para a atuação em uma situação de enfrentamento, seja no sentido figurado, seja numa situação de perigo real.
Como Naguê, precisamos saber como conduzir a energia do nosso oponente (Ukê), sentir como o Ki flui durante esta interação e determinar, seja por nossa vontade ou pelas circunstâncias que se apresentem, a melhor forma de nos harmonizar com este oponente de maneira que esta agressão cesse na sua fonte.
Uma vez alcançado este ponto de equilíbrio, o Ukê deixa de ser uma ameaça real e imediata para se tornar parte do Universo e, em comunhão com o todo (inclusive com o Naguê), simplesmente desaparecer.
Esta é a atitude Naguê.
O Ukê por sua vez, deve assumir uma postura verdadeira, honesta e franca. O objetivo primeiro do Ukê, para que o Naguê possa particar seu Aikidô-verdadeiro, é o de procurar o tempo todo, provocar injúrias e neutralizar o Naguê, desferindo golpes fortes, seguros e contundentes (respeitando, é lógico, as limitações do nossso companheiro de treinos).
Apesar desta atitude feroz e devastadora que deve haver no momento do golpe desferido pelo Ukê, temos que ter em mente que o Naguê está praticando também. Não estamos em uma arena de vaidades e egos lutando para mostrar quem é melhor, mais forte, mais inteligente, mais isso ou mais aquilo.
Apesar de todas estas facetas da nossa personalidade (Egos) aparecerem nestes momentos, devemos aprender a reconhecê-las e entendê-las para manter o controle da situação. Nestes momentos estamos crescendo como indivíduos e como Aikidoístas. Podemos até não ter uma técnica apurada ou o físico de um jovem de 20 anos, mas crescemos e aprendemos. E muito!
Esta é a postura requerida para um bom Ukê.
Portanto, na prática do Aikidô, temos que alternar não somente a posição Ukê-Naguê, mas também a intenção.
Ora somos a força positiva-ativa, ora somos a força negativa-passiva para que floresça a terceira força, ou melhor, a resultante do embate +/-, a força Neutralizante, ou Pacificadora.
Lembremo-nos que o Universo possui as 3 forças primordiais: Positiva, Negativa e Neutralizante. Essa idéia do Universo primordial com 3 tipos de energia fundamentais pode ser observada nas entrelinhas de todos os verdadeiros caminhos (A Trimurti do Hinduísmo, A Trindade do Cristianismo, as Três-Leis do Gnosticismo, O Tao do Taoísmo, e por aí a fora), seja nas obras e escritos do O´Sensei, seja nas palavras deixadas pelo Sr Gurdjieff. Do Oriente ao Ocidente, as grandes mentes sempre trabalharam e trabalham ainda com este conceito.
No Aikidô não é diferente.
Tenha em mente:
"Quando Naguê, seja o maior pacifista do Universo.
Quando Ukê, seja o maior demônio sobre a face da Terra!"
Isto é a essência de ser tranquilo, pacífico, justo e, acima de tudo, honesto.
O Aikidô é um dos caminhos do auto-conhecimento e, por consequência, de Deus (chame-O da forma que quiser).
Bom treino, seja no tatame, seja no seu dia-a-dia!
PS.: Minhas aulas, às quintas-feiras 20h30 no Instituto Takemussu de Aikidô, são para ensinar o demônio interior se fazer presente quando necessário...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Já não gostava do cara, agora...
Em 1989, ouvindo uma reportagem na 97FM, a rádio-rock do ABC (que saudade...), ouvi o Mr. Bono Vox falando à um reporter free-lancer correspondente em Londres sobre a possibilidade do U2 vir ao Brasil.
Ele falou com todas as letras:
- Sorry Mr, but we don´t play and have no plans to paly in a country of "the third world"!
(Soou como o Lulu Santos cuspindo na câmera do Chacrinha, ao vivo, e falando que odiava paulistas...ainda bem que nunca mais ouvimos falar dele por aqui!).
Veja só como o mundo dá voltas e os espertos de plantão sempre estão atrás da grana.
O tempo passou, ele virou ativista político, depois defensor de causas ecológicas e agora anda atacando de filantropo social.
Tudo em nome dos shows milionários em países de terceiro mundo e da venda de discos para os "rockeiros engajados de plantão".
A gota d`água foi o anúncio do Sr Bono, nesta semana, dizendo que ele irá doar um boné (vale o trocadilho: mistura de Bono + Mané) para que seja leiloado no Brasil e, a renda resultante da façanha filantrópica, será convertida para a educação de crianças de baixa renda em SP.
Em que mundo vive essa gente?
Abraços.
PS.: Depois daquele dia, o da entrevista, nunca mais ouvi U2, e troco de estação sempre que algum locutor "metido a engajado" coloca pra tocar!
Ele falou com todas as letras:
- Sorry Mr, but we don´t play and have no plans to paly in a country of "the third world"!
(Soou como o Lulu Santos cuspindo na câmera do Chacrinha, ao vivo, e falando que odiava paulistas...ainda bem que nunca mais ouvimos falar dele por aqui!).
Veja só como o mundo dá voltas e os espertos de plantão sempre estão atrás da grana.
O tempo passou, ele virou ativista político, depois defensor de causas ecológicas e agora anda atacando de filantropo social.
Tudo em nome dos shows milionários em países de terceiro mundo e da venda de discos para os "rockeiros engajados de plantão".
A gota d`água foi o anúncio do Sr Bono, nesta semana, dizendo que ele irá doar um boné (vale o trocadilho: mistura de Bono + Mané) para que seja leiloado no Brasil e, a renda resultante da façanha filantrópica, será convertida para a educação de crianças de baixa renda em SP.
Em que mundo vive essa gente?
Abraços.
PS.: Depois daquele dia, o da entrevista, nunca mais ouvi U2, e troco de estação sempre que algum locutor "metido a engajado" coloca pra tocar!
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