segunda-feira, 31 de maio de 2010

LOST chegou ao fim

Pois é.
Depois de 6 temporadas consumou-se o que o ator Terry O´Quinn (John Locke) havia previsto ainda na terceira temporada:
"- Jogaram tantas bolas ao ar, que ficará muito difícil pegá-las todas..."
Um final sem pé nem cabeça, filmado bem ao estilo "Supernatural da Warner" e com nuances de novela mexicana.
Ah! Ia me esquecendo: faltaram* a Patricia Arquette (de Medium) e a Jennifer Love Hewitt (de Ghost Whisperer) para bater um papo com a galera na igreja ... ao menos a carinha bonita das duas compensaria, em parte, a falta de verba para contratar os defuntos ausentes pra encher os bancos (o Santoro não faria diferença mesmo!).
Ainda tive que amargar a tiração de sarro da minha esposa falando que a novela da paraplégica foi mais interessante, mais curta, mais direta e muito mais divertida...
Para aqueles, igual a mim, que ficaram desapontados e pp. da vida com o que a abc e os criadores fizeram com a série, recomendo o seguinte:
Assistam ao Battlestar Galactica (a versão de 2004 a 2009) e redimam-se do tempo perdido com LOST!
Começo, meio e fim em 4 temporadas diretas, sem enrolação e com tiros de laser, naves espaciais, cylons (capa de Palyboy) e explosões pra todo lado.
Grande abraço.
PS.: http://pt.wikipedia.org/wiki/Battlestar_Galactica (um bom ponto de partida).
* O Uni (Unicórnio da Caverna do Dragão), pra quem não percebeu, estava atrás do quarto pilar à esquerda, com o símbolo da Dharma tatuado na bunda.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tudo sobre nada

Ontem, durante a aula de técnicas básicas do Sensei (Shihan Wagner Büll), houve uma parada para explicações.
Para aqueles que não conhecem, além da parte física com aquecimento, Furidama e técnicas, as aulas do Sensei Wagner são permeadas por preleções, observações e reflexões sobre a filosofia do Aikidô, tal qual Ô-Sensei (Mestre Morihei Ueshiba, o fundador) imaginava o Aikidô nas suas orígens. É um verdadeiro exercício de resgate do Aikidô Tradicional - Takemussu - a cada aula.
Bem, nesta parada para reflexão, ele comentou sobre a necessidade de ficarmos alertas à tudo que nos rodeia. Não devemos nos concentrar em nosso ukê (oponente), mas usar de uma atitude passiva-sempre-alerta (zanchin) para nos conectarmos com o Universo e fazer parte do "momento" com toda a nossa consciência desperta (tada-ima).
Mantendo esta postura de corpo, mente e espírito, nunca seremos pegos de surpresa por absolutamente nada, pois passamos a fazer parte da corrente de vida que anima tudo, o KI. Literalmente, entramos nesta corrente ou, parafraseando os irmãos Wachowsky, saímos da Matrix e vemos o mundo como ele realmente é.

A reflexão foi finalizada com a seguinte frase, que não me lembro onde ouvi a primeira vez, mas que foi tão bem colocada no contexto que merece sua citação aqui hoje:

"Nós, ocidentais, somos encorajados a nos concentrar. Concentrar (sic) cada vez mais em tudo que fazemos. Quando aprendemos algo, somos levados a nos especializar a aprender cada vez mais sobre um determinado assunto, de modo que aprendemos cada vez mais sobre menos coisas até chegar ao ponto em que saberemos praticamente tudo sobre absolutamente nada!"

Eis aí a pérola para a nossa reflexão.

Have fun!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Yin-Yang

ou a complementação dos opostos...


A imagem fala por si.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

The Way

Meus caros,
Nos bate-papos do Grupo, no Aikidô, nas Oficinas de Trabalhos, seja lá onde for que o tema da auto-realização é abordado, sempre faltam palavras para descrever o que é isto.
Quanto mais tentamos explicar em palavras, mais longe ficamos de conseguir expressar exatamente o que sentimos à respeito.
Como funciona?
Porque é do jeito que é?
Porque não acontece quando queremos?
O que é necessário para que aconteça?
Porque somente alguns "iluminados" a alcançam?
Chamem este estado como quiserem, ou como suas crenças pessoais permitam que se rotule, o fato é que de vez em quando, por fugídios momentos, vislumbramos o rastro do "boi da sabedoria, que carrega o Budha às costas" passando bem diante de nós, ou às vezes o vemos pelo canto dos olhos se esgueirando e escondendo-se na próxima esquina...
Estes momentos só acontecem quando estamos ligados, conectados ao "algo maior" e em paz conosco e com tudo o que nos cerca. Portanto, não acontece do mesmo jeito para mim e para você. Cada um de nós vivencia a experiência de um jeito (pode ser até que seja a mesma experiência em conjunto) e quem tiver olhos para ver, verá.
Digo tudo isto para recomendar, assim como o G. me recomendou, que assistam ao filme The Education of Little Tree (A Educação de Pequena Árvore).
Este é um dos raros filmes onde o vislumbre do "Boi que carrega o Budha" pode vir a tocá-los e mudar algo dentro de vocês, ou não.
Não ganhou Oscar, não foi premiado por nada, não tem atores de seis dígitos, passaria desapercebido na prateleira de R$12.90 das Lojas Americanas, não fosse a indicação de alguém do Grupo. Alguém que já está no Caminho há algumas décadas e que tive a grata sorte de conhecer.
Ótimo programa para ver num Domingo chuvoso, onde a mente não tem muito por onde divagar...
Grande abraço à todos e um ótimo enlightment!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Quanto tempo leva para ser um mestre de Aikidô?

Hoje um Amigo me fez esta pergunta.
A princípio minha mente se encheu de imagens do Ô-Sensei, Kato-sensei, Saito-sensei, Tissier-sensei e por aí foi.
Golpes perfeitos. Movimentação impecável. Base sólida e natural.
Verdadeiras montanhas de força, vigor e leveza que se movimentam como o vento e desaparecem num átimo para reaparecer em seguida fazendo seus ukês alçarem vôos distantes...

Porém veio outra coisa à minha mente logo em seguida, na verdade foi uma pergunta:
- O que é a maestria? Não a maestria só de uma arte-marcial, mas a maestria per se.
...

No meu entender, a maestria é quando todas as nossas forças internas se organizam para alcançar um objetivo tendo em vista a perfeição.
Vejam bem, não disse alcançando a perfeiçao, senão almejando a perfeição.

Sob esta ótica, um mestre é todo e qualquer indivíduo que dobra seu espírito, corpo e mente na perseguição de um objetivo.

Não aqueles que desistem no meio do caminho. Estes são os nossos colegas de todo o dia. Não devemos julgá-los, afinal cada um tem seus motivos para iniciar um projeto ou sonho e abandoná-los no meio do caminho.
Cada um tem o seu Dô (=caminho) pessoal a seguir, não cabendo à nós fazer qualquer tipo de julgamento ou tomada de partido.
Só podemos constatar quais são os mestres e quais são os seguidores, quais são os atores e quais são os espectadores...

Porém o que faz uma pessoa se tornar um mestre, um ser diferente, um Lobo da Estepe no meio dos burgueses (como diria Hermann Hesse) é a capacidade de fazer melhor, a cada instante. Melhor que ontem e com certeza, melhor amanhã do que foi hoje.

A persistência é o combustível dos mestres. Os obstáculos, seus exercícios diários e fontes de sua força e determinação. As falhas, seus momentos de descanso. Porém, o objetivo final, está sempre à vista!

Dito isto, posso afirmar com certeza absoluta que, aquele faixa-branca nos seus "...enta" e poucos anos de idade, com filhos e até netos, que deixa o conforto da sua casa, numa noite de garoa e frio e se dirige ao Dojô para aprender a dar os primeiros passos numa arte-marcial, é um mestre; se não um mestre desta arte-marcial específica, um mestre na "difícil arte de dobrar o espírito".
Um mestre na forja do dia-a-dia, onde o golpear do seu corpo-mente-emoção acabará por produzir uma pessoa diferente do que ela era. E, a cada dia que persistir nesta árdua tarefa, melhor será o seu grau de maestria. Não aos olhos dos outros, mas aos seus próprios olhos, pois pode ser que não passe da faixa-branca, mas cada malho que seu espírito tomou, se converterá, absolutamente, numa recompensa futura.

Meu caro J., espero ter respondio à sua pergunta.

Grande abraço.

PS.: Conheço faixas-pretas que estão à anos-luz de se tornarem mestres e faixas-brancas que, mesmo não conseguindo fazer um rolamento direito, me ensinam coisas maravilhosas todos os dias.

sábado, 2 de janeiro de 2010

É engraçado...

como frases que nos tocam podem vir das fontes mais inusitadas.
Hoje ao abrir minha conexão com a web, vi uma mensagem deixada por um colega do Aikidô (o G. S.) em um site de relacionamentos:
"O ano é novo, mas todo o resto é velho!"
Enxergo as duas faces da frase, dicotômicas sim, mas não deixam de ter o seu valor.
  1. Um lado da moeda: realmente, tudo é velho. Estamos envelhecendo como manda o ciclo natural das coisas. A cada segundo tudo muda e evolui rumo ao destino final de todas as coisas: "Putrefatio", como diriam nossos amigos alquimistas da Idade Média. Marcamos os ciclos com o conceito intelectual do tempo. O grande vilão que, implacavelmente, passa sem ser detido, rompendo barreiras e não tomando conhecimento de nada à sua frente...cruel e ao mesmo tempo belo, simétrico e perfeito. Somos feitos de poeria estelar e, um dia, seremos pulverizados por uma, retornando ao seio de nossa origem primeva.
  2. O outro lado: quão reconfortante é, que tudo seja velho. Sabemos que temos esperança. Podemos nos dar ao luxo de errar e corrigir nossos erros por um bom tempo (antes da explosão final, é claro...). Vamos aproveitar o fato de o tempo ser algo implacável e, que tudo que nos cerca é velho, para colocar nossa Roda de Samsara Pessoal no eixo. Façamos com que ela rode no sentido certo e com a velocidade correta, que cabe a ninguém, senão a nós mesmos, determinar este ritmo e sentido. Paremos, não necessariamente no dia primeiro de Janeiro, mas em algum momento, para colocá-la no eixo e começar direito. Nunca é tarde (a não ser que a explosão final seja iminente...)

Desejo a todos um ótimo recomeço, seja hoje ou no dia 15 de Junho às 12h00min00s GMT, não importa, o que realmente importa é recomeçar e, recomeçar direito, nem que seja um recomeço diário reconhecendo que o que foi feito no dia anterior pode ser feito de melhor forma hoje!

Solve et Coagula!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ano novo, boas festas e afins

Celebremos a vida.
Façamos de cada momento, um momento único.
Saibamos olhar a Natureza com os olhos de uma criança que, perplexa diante de tudo, sabe guardar na lembrança aquilo que realmente importa, a essência pura e simples de cada coisa.
Aos que só se lembram deste sentimento, desta alegria no Natal, saibam que a data foi inventada no Vaticano há algumas centenas de anos atrás e ninguém mais lembra disto. A Igreja Católica Apostólica Romana não faz muita questão de nos relembrar dos seus concílios, decretos, dogmas, inquisições, etc...
Há controvérsias quanto à data de nascimento e de morte do "JC" ("Jei-Ci", como eles dizem lá).
Voltando ao assunto do "ano novo",
Aos judeus:
- Puxa, como este ano está passando rápido...(iniciou-se em 18 de Setembro o ano 5770)
Aos chineses:
- Ah...falta menos de um mês para o ano do Tigre (eles seguem o calendário Lunar, aliás nada mais justo, já que TODAS as nossas mães seguem este mesmo calendário de 28 em 28 dias...)
E a lista continua, com cada cultura querendo marcar o final de um ciclo, como se quisesse passar a borracha e apagar todas as besteiras que fizeram no "ano anterior".
Temos sim, é que viver, como as crianças, sem nos preocuparmos com datas para passar a limpo e justificar as metidas de pés pelas mãos. Vivamos da forma correta. Quando conseguirmos nos libertar destas datas redentoras sem sentido, saberemos que estamos no caminho certo.
A todos um feliz "dia em que o Planeta Terra cruzará uma determinada coordenada da eclíptica orbitando o nosso amado Sol como tem feito há incontáveis eras"!