sexta-feira, 22 de junho de 2012

Prometheus (e não cumpriu)

Fã confesso de Sci-fi que sou combinei com meu sobrinho e companheiro de modelismo assistir Prometheus, que era a promessa do ano em termos de cinema de ficção.

Ridley Scott, Damon Lindeloff, Charlize Theron, Guy Pearce, Fassbender: me parecia uma receita de sucesso imediato.

Que decepção!

A trama é sem pé nem cabeça. Nem prelúdio, nem história à parte de ALIEN e suas sequelas. Pior que LOST. Começa do nada e termina em lugar algum.
A maravilhosa Charlize passa pela película prá lá e pra cá como um abajur ambulante.
O andróide agindo pior que o HAL9000: malvado e calculista, só que o HAL tinha seus motivos, o David, nem isto tinha.
Para nós que conhecemos a fundo o Universo ALIEN, saímos com um monte de dúvidas sem explicação ou ligação com a mitologia; imagino alguém que caiu de para-quedas no cinema...vai falar mal pro resto da vida sobre o filme e pior, associar com o ALIEN original.
Quanto aos "engenheiros", se bem me lembro em ALIEN, o bio-mecanóide que pilotava a nave tinha o peito explodido, significando que morrera por infestação ainda pilotando a nave meia-lua. Neste filme ele sai maluco atrás da sobrevivente humana pra acabar com a raça dela. Nem imagino o porque. Acho que nem o Lindeloff sabe porque e, pra fechar com chave de ouro, o Alien-Cthulhu ficará vagando sem comida pelo planeta até a chegada da Nostromo (caso seja um prólogo de "Alien, o oitavo passageiro").

Agora é torcer para que a nave meia-lua dos engenheiros com a Dra "Hollow"ay e a cabeça do andróide que fala Proto-Indo-Europeu* encontrem  com o Alienígena do Distrito-9 voltando pra casa e batam de frente selando de vez a infelicidade de uma segunda parte para os dois filmes. Ou encontrem com o Yamato indo para Skandall e tomem um tiro com a arma de ondas bem no meio da cara e exploda.

Tenho dito.

O bicho vai pegar ela em ‘Prometheus’

PS.: A maquinaria é uma porcaria (ao menos o Syd Mead deveria ter sido contratado pra desenhar os "mechas"), a Prometheus parece a ridícula-infame Firefly ou alguma sobra de CG de algum outro filme ou game. Os engenheiros parecem com o Dr Manhattan de Watchmen, só que não andam pelados pra lá e prá cá com o "bilau" balançano ao sabor do vento e nem são azuis. Eles são cinza-claros, ademais o filme só valeu por três coisas: ver o nome do H.R. Giger em destaque no final dos créditos, descobrir qual a dianteira e a traseira da nava meia-lua alienígena (algo que me intrigava desde 1979) e a Charlize Theron, é lógico.

Ponto.



*O andróide aprendendo idiomas na viagem para o LV-223 me lembrou dos roqueiros finlandeses de "Leningrad Cowboys - o filme", que saem da Sibéria e pegam um avião rumo a LA, USA, para fazerem sucesso como banda de rock e aprendem Inglês na viagem de Novosibirsk-Tomachevo para Los Angeles...diga-se de passagem, filme mais obrigatório que Prometheus...

sábado, 24 de março de 2012

Heroes 4

Hoje falemos do mundo corporativo.
Tive vários chefes.
Dois foram líderes além de chefes e, toda vez que tive que lidar com pessoas no ambiente corporativo, procurei me espelhar nestes dois.

Sem exceção, TODOS os outros "chefes" que tive eram caricaturas risíveis de tudo quanto é baboseira que o Max Gehringer fala na CBN, se comparados aos exemplos de liderança que estes dois impunham naturalmente frente aos seus subordinados.

O primeiro foi o PFB, meu supervisor de estágio e Engenheiro Sênior no departamento de desenvolvimento de novos sistemas eletrônicos e fibras óticas da P. em meados dos 80s.
Não tinha o segundo grau completo e, de longe, é a pessoa que conheci até hoje que mais entedia do assunto. Deixava meus professores da pós-graduação "no chinelo" em termos de conhecimento de eletrônica.
É  uma pessoa sensacional.
Para vocês terem uma idéia do que eu digo, ilustro abaixo uma passagem.
Certo dia, um dos técnicos do lab de F.O., que trabalhava com ele há bastante tempo, me pediu para prestar atenção pois o PFB nunca usava duas palavras: "não" e "eu".
Passei o resto do ano que fiz estágio com ele, prestando atenção e advinhem?! Nem preciso dizer.


O segundo foi no meio dos anos 90s.
Fui trabalhar no departamento de projetos da P., levantando fábricas e coordenando reformas das plantas, junto com uma equipe de mais 10 profissionais.
Trabalho duro. Se você bobeasse, passava 24h dentro da planta só resolvendo enrosco.
Pois o sr MS fazia tanto por nós, e nos defendia com tanto senso de team-work, reforçando o espírito de equipe, que era simplesmente impossível negar um pedido seu para um super-esforço fora de hora quando a coisa apertava...
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Hoje o PFB está aposentado e, a última vez que o vi, alguns meses atrás, ele estava na Santa Ifigênia de bicicleta (havia pedalado desde São Caetano do Sul!), para comprar algumas peças para a diversão do final de semana. Quando jovem ele costumava ir de SCS até o velódromo da USP e ainda pedalava por lá o dia todo antes de voltar para casa, pedalando.

Quanto ao Sr MS, na última vez que falei com ele por e-mail, estava na China como VP da NXP Semiconductors de lá. Sorte da Chinesada.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Heroes 3

Vi, ouvi, li, estudei e fui atrás de tudo quanto foi pista que me deram.
Quando achei que não ia dar em nada, me aparece este cara.



O maior "picareta" de todos os tempos que, na sua busca pessoal pelo auto-conhecimento, acabou nos deixando algumas pistas realmente valiosas.

A mais valiosa de todas é esta:



A síntese de TODOS os processos da Natureza.

Este é um dos meus heróis e o seu maior legado.

terça-feira, 13 de março de 2012

Heroes 2

Deu vontade de deixar registrado em algum lugar, os nomes das pessoas que marcaram de uma maneira ou de outra a minha vida.
Os Srs Hewlett e Packard já renderam um post há algum tempo.
Hoje falo de mais um herói de seu tempo, que além de visionário, empreendedor e, incansável experimentador, também era engenheiro eletrônico.  Algumas vezes chego a pensar que esta é a nossa sina. Mais que qualidades, estes predicados beiram a maldição...

Falo do Sr Seymour (Roger) Cray.

Lá pelos idos dos anos 80´s li um artigo na Folha de São Paulo sobre sua mais recente criação: o CRAY II XMP4.
Virei fã do cara instantaneamente.


CRAY II XMP4

Além de lindo, aquele supercomputador estava anos-luz à frente de tudo o que existia (NEC, IBM, BURROUGHS, HP, etc), e fora projetado, não por uma centena de cientistas e especialistas, mas havia saído da mente de um homem só!
Para ilustrar, cito quando perguntaram quais ferramentas de CAD/CAE ele havia usado no projeto do CRAY I. Ele respondeu: "lápis nr3 e papel quadriculado, mas usado pelo lado de trás, de forma que as linhas não ficassem muito aparentes..."

A Filosofia de projetos do Sr Cray era bem simples:
1) Remova todo o calor.
2) Sinais que devem chegar juntos, TÊM que chegar juntos.

Quando indagado sobre a tendência de uso da computação distribuída versus mainframes centralizados, ele respondeu o seguinte:
" Para puxar um arado você usaria um touro ou 2000 galinhas?"

Por estas e por outras, ele está na minha lista.






terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

GANTZ

Assisti o seriado primeiro.
Depois descobri que o mangá seria editado no Brasil.
Fui comprando e lendo.
Parei quando a história deu ares de que não terminaria (bem ao estilo LOST).



Três anos depois, me apareceu o filme num website de downloads.
Baixei e assisti.
Show! Paradão bem ao estilo japa, mas muito bem produzido e fiel ao mangá.
Nos créditos uma surpresa: GANTZ II à caminho.

Me empolguei.
Há um mês fui visitar o R. e levei o filme pra ele no pen-drive.
Ele tb adorou. Ficou acordado até altas horas da madrugada para ver o final.

Este final de semana ele a esposa e o b-b vieram em casa retribuir a visita e me trazer o GANTZ II que ele achou vasculhando a web.



Gravei minha cópia e fui assistir.

FANTÁSTICO!!!
Pancadaria, ritmo alucinante e maquinaria high-tech pra todo lado! Corrigiram a primeira investida e melhoraram 1000%.

Só teve um porém...
A frase final, estampada no GANTZ, e que explicaria TUDO, veio sem tradução na legenda .srt que baixamos!

Terei que encontrar o povo nativo, lá no Aikidô pra saber o final da história.
O meu japa básico não teve alcance pra traduzir os últimos 5 segundos de filme.

Paciência, né?!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Recebi de um grande amigo..

..hoje um e-mail que, apesar de parecer aqueles e-mails que rebemos aos montes junto com as correntes, me fez parar um minuto e refletir.
Embora não tivesse lido antes de hoje, já havia percebido o que estava escrito ali e estava tentando levar à sério nestes últimos 4 anos...e com mais afinco ainda, desde que o Lorenzo nasceu.

Fala de algumas dicas para o bem-viver, supostamente escritos pela Sra. Bronnie Ware (http://bronnieware.com/bio.htm), como a net aceita tudo, comprei o peixe e repasso, embora o conteúdo seja mais importante que a fonte dos escritos.

Ela diz o seguinte:

"...pacientes terminais ganham uma clareza de pensamento incrível no fim de suas vidas e que podemos aprender muito desta sabedoria.
Quando questionados sobre anseios e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente", disse Bronnie ao jornal britânico "The Guardian".

Confira a lista e os comentários da enfermeira (os comentários em azul são os meus, e como tento me manter em paz) :

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.

"Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos e têm de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram, ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais."
Pior que uma decisão errada, é a dúvida de não tê-la tomado nunca. Depois que coloquei isto em prática, minha vida mudou da água para o vinho (Bem mais legal tomar um bom vinho que um copo d´água, não?!)

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

"Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de seus parceiros. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho."
...eu gostaria de não ter trabalhado tanto para os outros. Depois que você começa a fazer o que realmente gosta e, para você mesmo, tudo passa a fazer sentido, inclusive a tarefa de achar tempo para você e sua família. 

3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

"Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, ele se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e resentimento que eles carregavam."
Comece arrumando uma comapanhia que realmente valha a pena. Que depois de cada briga, discussão ou desentendimento, você ainda olhe para ela e sinta: Putz! Como é bom ter uma pessoa que me abra os olhos e me faça andar para frente! Com isto bem resolvido, os parentes, amigos e colegas você tira de letra e, se precisar mandar todos à m., terá pelo menos um porto-seguro a te apoiar!

4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos.

"Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Tiveram muito arrependimentos profundos sobre não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo."
Esta eu percebi há muito tempo. Aprendi com o Sr. G que sempre devemos dar 3 chances. Passadas as 3, risque da lista e siga em frente. É uma pena, mas um dia este pessoal (os da lista) também acordará para esta verdade. Só espero que não seja no leito do hospital, onde não dá mais tempo de acertar as coisas...

5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz.

"Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso 'conforto' com as coisas que são familiares O medo da mudança fez com que ele fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo."
Tomo chuva no quintal. Ando descalço. Uso roupa barata e confortável. Meus sapatos são folgados. Faço regime mas como churros quando dá vontade. Sempre que posso, coloco a mochila nas costas e viajo com a V. Não existe maior prazer do que se sentir um cidadão do mundo!
 
Boa jornada!










sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Tiger´s philosophy


Bruce Lee dizia que o animal mais perigoso e eficiente na luta era o tigre.
Dizia ele que o tigre sempre usa tudo o que sabe, não importando o tamanho da presa.
Seja um rato, um búfalo ou um elefante, o tigre sempre dá o máximo de si.
Nunca subestima qualquer que seja seu oponente.

Hoje me lembrei desta máxima, que andava meio esquecida num canto do meu "andar superior".

Desde que ouvi a frase, lá pelos idos dos anos 80s, quando comecei a praticar artes marciais, sempre procurei ter isto como meu mote nos treinos e no dia-a-dia.

...

Ainda há pouco estava treinando meu kihon de Niddan no Instituto Takemussu de Aikidô, na aula do C., quando um dos meus ukês (o menos graduado), me acertou em cheio o meio da fuça.
Estava fazendo uma seqüencia de Yokomen Uchi, quando apareceu do nada, um Shomen Uchi certeiro bem na minha cara.

O rapaz ficou até meio assustado com a pancada e não parava de me pedir desculpas.

Passado o susto, a dor e o sangue na boca e nariz, voltei a treinar como se deve.

...

Na verdade, eu é que tive que me desculpar pelo mau exemplo que dei.
Estava desatento, pensando em outras coisas e não no treino, bem como subestimando-o pelo fato de ser mais novo e mais jovem que eu e o outro ukê que me ajudava.
Um mau exemplo para ele que ainda está na faixa verde.

Além das desculpas, que eu acabei pedindo, também agradeci-o pelo golpe certeiro que me fez lembrar da minha máxima predileta (...aquela lá de cima que o Bruce Lee falava) e me trouxe de volta para o planeta Terra...

Continuei o treino com o dobro da atenção, apesar do nariz doendo, e tudo ficou mais claro e nítido. As cores se avivaram, os sons mais definidos e os cheiros e sensações mais fortes! Milagres da adrenalina!

A você, caro ukê faixa verde, o meu mais sincero domô-arigatou!

...

Nunca mais você me pegará desprevenido.
Nem você, nem ninguém!